Como Chegar
Araraquara **Um caminho para as minas**

Os “Campos de Araraquara”

No período colonial, os  “Campos de Araraquara” abrangiam uma vasta região, ainda inexplorada pelos colonizadores brancos, estendendo-se desde o rio Piracicaba até os confins do sertão, na divisa com a capitania de Mato Grosso. Delimitada também pelos cursos do Tietê e Mogi, desde o início do século XVII a região já era alvo da ação bandeirante na busca de índios e  da cata ao ouro, recebendo os primeiros registros históricos a partir de 1724, quando as autoridades  da capitania de São Paulo tentavam encontrar um caminho terrestre alternativo para chegar às minas de Cuiabá. Partindo de Itu,  as entradas percorriam  os “Campos de Araraquara”, margeavam o Tietê, alcançando finalmente o Rio Grande e daí as regiões mineradoras.

O povoamento e a cata de ouro nos rios da região

A vastidão do território e a ausência da autoridade colonial possibilitaram que a partir da segunda metade do século XVIII, os “Campos de Araraquara”  recebessem os primeiros povoadores não indígenas, representados por escravos fugidos, perseguidos pela justiça e garimpeiros, atraídos pela existência de ouro nos rios Jacaré-Pipira, Jacaré-Guaçu, Chibarro, ribeirão da Cruzes e do Ouro. A atividade mineradora nos “Campos de Araraquara” mereceu registro testemunhal de José Bonifácio de Andrada e Silva.

Araraquara no século XXI

As mudanças nos mecanismos da economia, da cultura e da diversificação dos segmentos sociais ao longo do século XX, se articularam com o modo de fazer e pensar as práticas políticas em Araraquara. A política dos coronéis da República Velha hoje é tema de reflexão da pesquisa histórica. Com o declínio da economia cafeeira e o fim do Estado Novo, os segmentos sociais ligados à indústria, ao comércio e serviços passaram a liderar a cena política local, que se torna mais complexa após os anos sombrios do regime militar. Novas forças políticas assumem visibilidade, configurando desafios, projetos e alternativas para o presente e o futuro da cidade. A modernidade que hoje se coloca para Araraquara, não se restringe à instalação de novos equipamentos urbanos e expansão econômica. Significa também superação dos problemas sociais, qualidade de vida, participação da comunidade nas definições administrativas, respeito às diferenças étnicas, defesa dos recursos naturais e ampliação da cidadania.

 

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